Híbrida

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exercitando a polifonia: atriz, teatróloga, turismóloga, aspirante a escritora, flertando com o design, cantora de chuveiro. confusa quase sempre, curiosa pela vida. apaixonada pelas formas e pelos sons.

2.8.11

do dia ou da beleza de ver a música


é que nesse momento olho nas letras e vejo toda minha vida pra escrever, combinando num jogo da memória cada tecla infinita. cada som de letra é uma sentença infinita. cada palavra comporta uma vida inteira, dentro do som é que mora o gesto. e andar sempre serve pra ver mais e pra falar a música que se quer sentir, não pra carregar na bagagem o vento que sopra a melodia dos dias. simplicidade é a chave, são tons, são sons, e nas mãos se contam, nos dedos que vagueiam no ar, cantar, sempre cantar. é que a boca foi feita pra acender no dia a poesia. a boca é esse território onde tudo se cria,  caixa de pandora, alaúde e tambor. esse teu corpo se não é instrumento, foi e é semente de germinar as notas primeiras. então, sente, sente que é música o que se carrega e se inventa. e teu andar vai dizer o sentimento - a melancolia ou a graça dos dias. é só seguir e cantar junto.