Tem um silêncio aqui em casa que improvisa um olhar sobre mim, que comenta a minha paz e meu desassossego, que me deixa numa órbita circular, às vezes morna. Finalmente férias. Novos dias pra vestir nos próximos dias, almas pra lavar no mar que se pronuncia com fogos de artíficio. Novas e falsas promessas, mas sempre na fé. O silêncio daqui de casa me fala sobre tudo que suspeitei ser, e não fui, não sou. O que perdi e o que ganhei com as perdas. Talvez uma maturidade, talvez uma casca, casa dos meus medos. Tenho sonhado muito com a minha mãe, com a possibilidade cega de salvá-la do inevitável, salvá-la de algo que é até passado, e como passado, já desenhado nos meus dias, com caneta de tinta forte, com tinta de sangue.
Posso até dizer que estou feliz, mas inquieta. É que eu sofro toda vez que não sou bem entendida, é por isso que preciso de banhos de sal grosso, pra lavar aquilo que queria dizer e não disse, por respeito, por medo. Venho gritando férias dentro de mim, porque esse ano eu trabalhei muito, essa foi uma promessa que cumpri pro novo - que agora é velho - ano. Foram 2 peças, 1 filme, 1 propaganda, 1 livro/caderno de apontamentos de um grupo de teatro que ajudei a compilar os dados, um trabalhão com um mapeamento de grupos e equipamentos culturais de 15 cidades paraibanas, e tantos outros bicos, carma de quem se faz artista, e com malabarismo vai levando os dias. Pro próximo já vou pedindo pra quem tiver me ouvindo dos outros planos, que me arranje mais trabalhos, mas também me dê mais sossego de me sentir em casa no que faço, tá bom? Eu faço a minha parte, vocês fazem a de vocês, e fica combinado assim.
Às vezes sinto como se meus pensamentos ficassem mesmo orbitando por essa sala, pelos quartos - talvez eu precise banhar a minha casa também com o sal grosso... Bem, talvez eu realmente esteja negligenciando aquele banho de mar que todos as noites desejo, mas pela manhã tenho sono, ou ainda resquícios de labuta. Eu preciso mesmo me banhar, olhar pro mar e lembrar de mim, da minha mãe, dos tempos em que eu caminhava por aquelas areias e recarregava meu ser de vento, água e mansidão. Eu fiz até um poema sobre o mar, o meu amor musicou, e achei que ele navegou dentro pra fazer aquilo, nada podia ser mais completo.
É, eu até fujo dos clichês, mas aqui estou eu escrevendo uma breve retrospectiva do meu ano, ou de mim, ou do que sinto. Esse escrito pode muito bem ser uma tentativa de marcar uma data pra me afrouxar das cobranças, das obrigações, eu tenho mesmo dificuldade em comemorar as minhas pequenas vitórias... Ah, por sinal, esqueci de dizer que esse fim de ano foi realmente complicado, mas consideravelmente esperançoso pra mim. Novas oportunidades, horizontes a desbravar, não posso mesmo reclamar desse rebento novo que vem chegando, vem chorando de felicidade de viver. Mas, eu e a minha mania de não comemorar... Talvez eu precise mesmo daquele banho de mar, de champagne, de uma roupa nova, de beijos e abraços apertados, de umas luzes de natal na porta de casa. Acho inclusive que paro por aqui e vou ali viver um pouquinho, essas teclas me ajudam muito, mas aprisionam também. Vou ali me amar e volto quando puder. Talvez ainda nesse ano, talvez não. Ah, o banho de mar será no sábado, não vou adiar a limpeza da alma. Até.
Posso até dizer que estou feliz, mas inquieta. É que eu sofro toda vez que não sou bem entendida, é por isso que preciso de banhos de sal grosso, pra lavar aquilo que queria dizer e não disse, por respeito, por medo. Venho gritando férias dentro de mim, porque esse ano eu trabalhei muito, essa foi uma promessa que cumpri pro novo - que agora é velho - ano. Foram 2 peças, 1 filme, 1 propaganda, 1 livro/caderno de apontamentos de um grupo de teatro que ajudei a compilar os dados, um trabalhão com um mapeamento de grupos e equipamentos culturais de 15 cidades paraibanas, e tantos outros bicos, carma de quem se faz artista, e com malabarismo vai levando os dias. Pro próximo já vou pedindo pra quem tiver me ouvindo dos outros planos, que me arranje mais trabalhos, mas também me dê mais sossego de me sentir em casa no que faço, tá bom? Eu faço a minha parte, vocês fazem a de vocês, e fica combinado assim.
Às vezes sinto como se meus pensamentos ficassem mesmo orbitando por essa sala, pelos quartos - talvez eu precise banhar a minha casa também com o sal grosso... Bem, talvez eu realmente esteja negligenciando aquele banho de mar que todos as noites desejo, mas pela manhã tenho sono, ou ainda resquícios de labuta. Eu preciso mesmo me banhar, olhar pro mar e lembrar de mim, da minha mãe, dos tempos em que eu caminhava por aquelas areias e recarregava meu ser de vento, água e mansidão. Eu fiz até um poema sobre o mar, o meu amor musicou, e achei que ele navegou dentro pra fazer aquilo, nada podia ser mais completo.
É, eu até fujo dos clichês, mas aqui estou eu escrevendo uma breve retrospectiva do meu ano, ou de mim, ou do que sinto. Esse escrito pode muito bem ser uma tentativa de marcar uma data pra me afrouxar das cobranças, das obrigações, eu tenho mesmo dificuldade em comemorar as minhas pequenas vitórias... Ah, por sinal, esqueci de dizer que esse fim de ano foi realmente complicado, mas consideravelmente esperançoso pra mim. Novas oportunidades, horizontes a desbravar, não posso mesmo reclamar desse rebento novo que vem chegando, vem chorando de felicidade de viver. Mas, eu e a minha mania de não comemorar... Talvez eu precise mesmo daquele banho de mar, de champagne, de uma roupa nova, de beijos e abraços apertados, de umas luzes de natal na porta de casa. Acho inclusive que paro por aqui e vou ali viver um pouquinho, essas teclas me ajudam muito, mas aprisionam também. Vou ali me amar e volto quando puder. Talvez ainda nesse ano, talvez não. Ah, o banho de mar será no sábado, não vou adiar a limpeza da alma. Até.

3 voz(es):
Polly, que conheci irmã de Paulinho,que foi minha colega de classe, que reencontrei na internet, esta que deixa de ser meu espaço de convívio social. Pois bem, Polly. Mesmo num curtindo balanços anuais tb fiz os meus. Como seu amigo distante que torce tão perto, digo meu adeus virtual ou um até breve, a vida cheia de... Bem, ela é cheia. Quando tiver em Recife e quiser ver um maluco velho cheio de pensamentos noires e sentimentos sinceros, estou por aki... O email sempre o mesmo (j.rafaelmonteiro@gmail.com) o Rafael sempre metamorfo. Mas eternamente do bem. Ótimo ano pra vc e todos q vc ama... Bjs
Eita, Rafa... Que pena que vai saindo, mas sei que pode ser só um "pausa de mil compassos", afinal de contas, uma vez mordido pelo bichinho da escrita, e inclusive da escrita virtual, sempre escrivinhador, né não?!
Um beijo e até breve!
P.S: Qdo estiver em REcife, vou te avisar pra gente bater papo, viu?! E apresentar nossos respectivos! Bjo e Feliz Ano Novo!
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